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Selic 13,75% a.a. CDI 13,65% a.a. IPCA 12m 4,58% Poupança 0,62% no mês Dólar R$ 4,9892
Renda Clara

Selic, CDI e IPCA: os três números que mandam nos seus investimentos

Quase toda aplicação de renda fixa é atrelada a um desses três indicadores. Entenda o que cada um mede.

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Helena Prado

· atualizado em 11 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Selic, CDI e IPCA: os três números que mandam nos seus investimentos
Neste artigo
  1. Selic: a taxa básica de juros
  2. CDI: o juro entre bancos
  3. IPCA: a inflação oficial
  4. Como os três se conversam

Quando um banco oferece um CDB “a 105% do CDI” ou o Tesouro anuncia um título “IPCA + 6%”, ele está falando de indicadores que mudam com a economia. Entender os três principais é metade do caminho para comparar investimentos.

Os valores de hoje estão sempre atualizados na página de indicadores, com dados do Banco Central.

Selic: a taxa básica de juros

A Selic é definida pelo Copom, o comitê de política monetária do Banco Central, que se reúne a cada 45 dias. Ela serve de referência para todos os juros da economia.

  • Selic alta encarece o crédito, esfria o consumo e ajuda a segurar a inflação. Para quem investe em pós-fixados, significa rendimento maior.
  • Selic baixa barateia o crédito e estimula a economia. A renda fixa rende menos e muita gente migra para ativos de mais risco.

Existe a Selic meta (a decidida pelo Copom) e a Selic over (a taxa média efetivamente praticada nas operações entre bancos com títulos públicos), que fica um pouco abaixo da meta.

CDI: o juro entre bancos

O CDI é a taxa média dos empréstimos de um dia entre bancos. Na prática, anda colado na Selic, logo abaixo dela. É a referência de quase todo investimento pós-fixado privado:

  • CDB a 100% do CDI rende exatamente o CDI no período.
  • LCI a 90% do CDI rende 90% do que o CDI rendeu, mas sem imposto de renda para pessoa física.

Para comparar um produto isento com um tributado, use o comparador de renda fixa, que já desconta o imposto.

IPCA: a inflação oficial

O IPCA, medido pelo IBGE, mostra quanto subiram os preços de uma cesta de produtos e serviços. É a inflação que o Banco Central tenta manter dentro da meta.

O IPCA importa por dois motivos:

  1. Ganho real. Se um investimento rendeu 11% num ano em que a inflação foi de 5%, o ganho real (o aumento do seu poder de compra) foi de cerca de 5,7%, não 11%. A conta certa é (1,11 ÷ 1,05) − 1.
  2. Títulos atrelados. O Tesouro IPCA+ paga a inflação do período mais uma taxa fixa. É a forma mais direta de proteger o poder de compra no longo prazo.

Como os três se conversam

Quando a inflação sobe acima da meta, o Copom tende a subir a Selic. O CDI acompanha, e os pós-fixados passam a render mais. Quando a inflação cede, a Selic costuma cair, e quem travou uma taxa prefixada alta sai ganhando.

Indicador Quem define ou mede Para que serve no seu bolso
Selic Copom (Banco Central) Rende o Tesouro Selic e baliza todos os juros
CDI Mercado interbancário (B3) Referência de CDB, LCI, LCA e fundos DI
IPCA IBGE Mede seu ganho real e corrige o Tesouro IPCA+

Conteúdo educativo, não é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Simulações usam as taxas de hoje e as regras de imposto vigentes; confira sempre as condições de cada produto.

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